terça-feira, 20 de agosto de 2013

Trabalho

        Bom, decidimos expor nossas pesquisas através de um blog, como foi solicitado pelo professor de Geografia.  Entre os principais focos do blog, estão a relação das fontes de energia e desenvolvimento, era do petróleo e as duas fontes alternativas escolhidas pelo grupo que são a energia solar e a energia eólica.


Alunos:
  • Gabriel Cícero 
  • Israel Ferreira
  • Maurício Eduardo 
  • Leonardo Gomes
Relação das fontes de energia e desenvolvimento

        As restrições ao consumo de energia do ano passado que ficaram conhecidas como Apagão afetaram a produção industrial. A partir desse caso, pode-se observar que existe relação entre energia e desenvolvimento. Mas como se dá exatamente essa relação? Qual é a importância de planejar o consumo de energia? E como pensar a relação entre consumo de energia e meio ambiente?
Segundo o pesquisador Miguel Morales Udaeta, do GEPEA (Grupo de Energia) da Escola Politécnica da USP, a energia é o meio para obter desenvolvimento de uma economia – sem a energia, a atividade socioeconômica não se desenvolve. Por possibilitar o desenvolvimento de novos produtos e de infra-estrutura, a energia traz também qualidade de vida.

Já que a energia é tão vital para o desenvolvimento, é preciso planejar seu consumo. Este planejamento deve levar em conta a oferta e a demanda. Esta última é pré-fixada a partir de uma política governamental. No entanto, esta política deve levar em conta todos os interessados na questão energética, isto é, os que compram, os que vendem, os que produzem. No caso de lâmpadas econômicas, por exemplo, não é suficiente que o governo faça campanha para que as pessoas utilizem-nas, se poucas empresas as fabricam e ainda a altos custos. Pode-se observar como é importante que os setores (nesse caso, o econômico e o político) se comuniquem. A esse planejamento que integra as diversas esferas dá-se o nome de planejamento integrado de recursos.


Outro aspecto importante do planejamento integrado de recursos é atender as necessidades energéticas com custo mínimo, não só no sentido econômico (que é o que normalmente se pensa quando se fala em custos), mas também ecológico e social. No mesmo caso da troca de uma lâmpada que gasta a mesma energia por quatro lâmpadas econômicas, ocorre uma racionalização da energia que já vem sendo usada. Portanto, não é necessário produzir mais energia para o futuro, pois apenas se conserva o que já foi produzido. O pesquisador frisa que, ainda que tal racionalização da energia tenha existido com o apagão, ela não teve caráter de planejamento, e sim de emergência.

Quando se fala em atender às necessidades de energia sem prejuízos para o meio ambiente às populações, fala-se de desenvolvimento sustentável. Trata-se da possibilidade de crescimento econômico sem prejuízo para a vida futura, e não só do homem, mas de outros animais, pois todos os seres vivos têm relacionamento entre si e com o planeta Terra, como um todo.


A preocupação com o desenvolvimento sustentável começou a partir do Rio 92, conferência em que se tratou de dois problemas principais, o efeito estufa, que causa aquecimento global, e a destruição da camada de ozônio, que afeta a vida em si, causando câncer de pele para o homem, dentre outras conseqüências. A partir do Tratado de Kyoto em 97, os países concordaram em reduzir em 5,2% a emissão de gases causadores do efeito estufa.
 Energia solar

Definição:

A Energia solar é a designação dada a todo tipo de captação de energia luminosa, energia térmica (e suas combinações) proveniente do sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou energia térmica.

 Como é gerada:

No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m² de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é refletido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz visível e luz ultravioleta.
As plantas utilizam diretamente essa energia no processo de fotossíntese. Nós usamos essa energia quando queimamos lenha ou combustíveis minerais. Existem técnicas experimentais para criar combustível a partir da absorção da luz solar em uma reação química de modo similar à fotossíntese vegetal - mas sem a presença destes organismos.
A radiação solar, juntamente com outros recursos secundários de alimentação, tal como a energia eólica e das ondas, hidro-electricidade e biomassa, são responsáveis por grande parte da energia renovável disponível na terra. Apenas uma minúscula fracção da energia solar disponível é utilizada.

Energia do Sol

A Terra recebe 174 petawatts (GT) de radiação solar (insolação) na zona superior da atmosfera. Dessa radiação, cerca de 30% é reflectida para o espaço, enquanto o restante é absorvido pelas nuvens, mares e massas terrestres. O espectro da luz solar na superfície da Terra é mais difundida em toda a gama visível e infravermelho e uma pequena gama de radiação ultravioleta.
A superfície terrestre, os oceanos e atmosfera absorvem a radiação solar, e isso aumenta sua temperatura. O ar quente que contém a água evaporada dos oceanos sobe, provocando a circulação e convecção atmosférica. Quando o ar atinge uma altitude elevada, onde a temperatura é baixa, o vapor de água condensa-se, formando nuvens, que posteriormente provocam precipitação sobre a superfície da Terra, completando o ciclo da água. O calor latente de condensação de água aumenta a convecção, produzindo fenómenos atmosféricos, como o vento, ciclones e anti-ciclones.  A luz solar absorvida pelos oceanos e as massas de terra mantém a superfície a uma temperatura média de 14 ° C.  A fotossíntese das plantas verdes converte a energia solar em energia química, que produz alimentos, madeira e biomassa a partir do qual os combustíveis fósseis são derivados.
O total de energia solar absorvida pela atmosfera terrestre, oceanos e as massas de terra é de aproximadamente 3.850.000 exajoules (EJ) por ano. 
A energia solar pode ser aproveitado em diferentes níveis em todo o mundo. Consoante a localização geográfica, quanto mais perto do equador, mais energia solar pode ser potencialmente captada.
As áreas de deserto, onde as nuvens são baixas e estão localizadas em latitudes próximas ao equador são mais favoráveis à captação energia solar. Os desertos que se encontram relativamente perto de zonas de maior consumo em países desenvolvidos têm a sofisticação técnica necessária para a captura de energia solar. Realizações cada vez mais importantes como o Deserto de Mojave (Califórnia), onde existe uma planta termosolar com uma capacidade total de 354 MW. 
De acordo com um estudo publicado em 2007 pelo Conselho Mundial da Energia, em 2100, 70% da energia consumida será de origem solar.


Tipos de energia solar
Os principais métodos de captura da energia solar classificam-se em diretos ou indiretos:
·       Direto significa que há apenas uma transformação para fazer da energia solar um tipo de energia utilizável pelo homem. Exemplos:
·       A energia solar atinge uma célula fotovoltaica criando eletricidade. (A conversão a partir de células fotovoltaicas é classificada como direta, apesar de que a energia elétrica gerada precisará de nova conversão - em energia luminosa ou mecânica, por exemplo - para se fazer útil.)
·       A energia solar atinge uma superfície escura e é transformada em calor, que aquecerá uma quantidade de água, por exemplo - esse princípio é muito utilizado em aquecedores solares.
·       Indireto significa que precisará haver mais de uma transformação para que surja energia utilizável. Exemplo: Sistemas que controlam automaticamente cortinas, de acordo com a disponibilidade de luzdo Sol.


Também se classificam em passivos e ativos:
·       Sistemas passivos são geralmente diretos, apesar de envolverem (algumas vezes) fluxos em convecção, que é tecnicamente uma conversão de calor em energia mecânica.

·       Sistemas ativos são sistemas que apelam ao auxílio de dispositivos elétricos, mecânicos ou químicos para aumentar a efetividade da coleta. Sistemas indiretos são quase sempre também ativos.


 


Vantagens
·         A energia solar não polui durante sua produção. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.

·         As centrais necessitam de manutenção mínima.

·         Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.

·         A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.

·         Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.

Desvantagens

·         Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que a energia gerada por ele.

·         Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.

·         Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.

·         Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.

·         As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja).


À semelhança de outros países do mundo, em Portugal desde Abril de 2008 um particular pode produzir e vender energia elétrica à rede elétrica nacional, desde que produzida a partir de fontes renováveis. Um sistema de microprodução ocupa cerca de 30 metros quadrados e permite ao particular receber perto de 4 mil euros/ano.




Energia eólica


Definição

 Energia eólica é aquela gerada pelo vento. Desde a antiguidade este tipo de energia é utilizado pelo homem, principalmente nas embarcações e moinhos. Atualmente, a energia eólica, embora pouco utilizada, é considerada uma importante fonte de energia por se tratar de uma fonte limpa (não gera poluição e não agride o meio ambiente).

Como é gerada
 Grandes turbinas (aerogeradores), em formato de cata-vento, são colocadas em locais abertos e com boa quantidade de vento. Através de um gerador, o movimento destas turbinas gera energia elétrica.

A imagem abaixo representa um aerogerador, responsável pela captação da energia dos ventos:




Uso no mundo

 Atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo provém deste tipo de fonte. Porém, o potencial para exploração é grande. Atualmente, a capacidade eólica mundial é de 238,4 GW (Gigawatts).

Os países que mais geram energia eólica:

1º - China (62,7 mil megawatts)
2º - Estados Unidos (46,9 mil megawatts)
3º - Alemanha (29 mil megawatts)
4º - Espanha (21,6 mil megawatts)
5º - Índia (16 mil megawatts)
6º - França (6,8 mil megawatts)
7º - Itália (6,7 mil megawatts)
8º - Reino Unido (6,5 mil megawatts)
9º - Canadá (5,2 mil megawatts)
10º- Portugal (4 mil megawatts)


Você sabia?

- Regiões com ventos frequentes de 15 km/h são ideais para a instalação de aerogeradores.

 - A geração de energia eólica no mundo aumentou cerca de 1000% nos últimos dez anos.


 - Até o final de 2013, o mundo produzirá cerca de 300 GW de energia elétrica através de usinas eólicas
.
 - No dia 15 de junho é comemorado o Dia Mundial do Vento.


Pontos Positivos: Energia Limpa, Sem necessidade de muita manutenção, Energia auto-suficiente, não necessita de ninguém administrar ou operar para gerar energia.

Pontos Negativos: Custo relativamente alto para instalação, instalação de difícil acesso, Implantação mais eficiente em alto mar por motivos de ventos, necessidade de áreas com massas de ar forte e tecnologia alta. Apesar de parecer uma hélice comum, é feita de fibra de carbono e o seu eixo rotativo quase não gera atrito, justamente para aproveitar toda força do vento para geração de energia sem desperdício em força mecânica .







segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Era do petróleo

     Segundo Daniel Yergin, “o grito que ecoou em agosto de 1859 através dos estreitos vales do oeste da Pensilvânia de que o maluco yankee, o ‘Coronel’ Drake, havia encontrado petróleo, deu início a uma imensa corrida ao petróleo, que nunca mais teve fim desde então. Daí em diante, na guerra e na paz, o petróleo ganharia o poder de construir ou destruir nações e seria decisivo nas grandes batalhas políticas e econômicas do século XX. Mas, repetidas vezes, durante a infindável aventura, as grandes ironias do petróleo se tornaram aparentes. Seu poder tem um preço.
       Por quase um século e meio, o petróleo vem trazendo à tona o melhor e o pior de nossa civilização. Vem se constituindo em privilégio e em ônus.
      A energia é a base da sociedade industrializada. Entre todas as fontes de energia, o petróleo vem se mostrando a maior e a mais problemática, devido ao seu papel central, ao seu caráter estratégico, ao padrão recorrente de crise em seu fornecimento – e à inevitável e irresistível tentação de tomar posse de suas recompensas.
     Ele tem sido o palco para o nobre e o desprezível do caráter humano. Criatividade, dedicação, espírito empresarial, engenho e inovação tecnológica, vêm coexistindo com a avareza, a corrupção, a ambição política cega e a força bruta.
    O petróleo ajudou a tornar possível o domínio sobre o mundo físico. Ele nos deu nossa vida cotidiana e, literalmente, nosso pão de cada dia, através dos produtos químicos agrícolas e dos transportes.    Ele abasteceu, ainda, as lutas globais por supremacia política e econômica. A feroz e, muitas vezes violenta, busca pelo petróleo – e pelas riquezas e poder inerentes a ele irão continuar com certeza enquanto ele ocupar essa posição central. Pois o nosso é um século no qual cada faceta de nossa civilização vem sendo transformada pela moderna e hipnotizante alquimia do petróleo. Foi isso que fez a era do petróleo.”
    Churchill, às vésperas da I Guerra Mundial, captou uma verdade fundamental. Debatia-se a conveniência de adaptar a Marinha britânica para o uso do petróleo como fonte de energia no lugar do carvão, o combustível tradicional. Com essa substituição, teria de depender da oferta distante e instável do petróleo da Pérsia, como então se chamava o Irã. Entretanto, os benefícios estratégicos levou o então Primeiro Lorde do Almirantado a decidir que a Inglaterra teria de basear a sua “supremacia naval no petróleo, “mesmo que tivesse de enfrentar um mar de problemas”. Por todo o século XX, o petróleo significou hegemonia. E a busca da hegemonia é o assunto do livro O Petróleo – Uma História Mundial de Conquistas, Poder e Dinheiro, escrito por Daniel Yergin (São Paulo, Paz e Terra, 2010).
    Esse livro conta essa história geopolítica desde seu começo, nos Estados Unidos, até quando, no dia 2 de agosto de 1990, o petróleo voltou a se converter no foco de conflito mundial. Foi quando um outro ditador do século XX, Saddam Hussein, do Iraque, invadiu o Kuait, país vizinho. Se capturasse suas riquezas, o Iraque se converteria na maior potência petrolífera do mundo e dominaria tanto o mundo árabe quanto o Golfo Pérsico, onde se concentra a maior parte das reservas de petróleo existentes. O resultado seria uma transformação no equilíbrio internacional do poder.
No fim do século XX, o petróleo ainda era fundamental para a segurança, a prosperidade e a própria natureza da civilização.
    Apesar de a moderna história do petróleo ter começado na última metade do século XIX, foi o século XX que sofreu uma transformação completa com seu adventos. Três grandes temas são subjacentes a essa história.
   O primeiro é a ascensão e o desenvolvimento do capitalismo e dos negócios modernos. Em todo o mundo, o petróleo é o maior negócio e o mais difundido, definindo de forma completa o significado do risco e da recompensa. Desde as últimas décadas do século XIX, a StandardOil dominou completamente a indústria petrolífera norte-americana, ocupando um dos primeiros lugares entre as maiores empresas multinacionais. Entre as dez primeiras das quinhentas empresas relacionadas pela revista Fortune, em 2008, seis eram companhias de petróleo.Enquanto não se encontrar alguma fonte alternativa de energia, o petróleo continuará a ter efeitos de longo alcance sobre a economia global; a elevação do seu preço pode estimular o crescimento econômico ou, ao contrário, desencadear a recessão. Ele é um gerador maciço de riquezas, pois “petróleo é quase-dinheiro”.
      O segundo tema é o do petróleo como um produto intimamente imbricado nas estratégias nacionais e no poder e política globais. Ele esteve como motivador dos principais conflitos do século XX, desde as duas Grandes Guerras, passando pela Guerra Fria, quando a batalha por seu controle, travada entre as companhias internacionais e os países desenvolvidos, constituiu peça importante na luta pela descolonização travada pelo nacionalismo emergente.
    O petróleo também demonstrou que pode ser o “ouro dos tolos”. A riqueza do petróleo acabou por destruir o Xá do Irã. O petróleo promoveu a economia do México para depois solapá-la. AUnião Soviética – o segundo maior exportador do mundo – esbanjou os recursos obtidos com uma escalada militar que minou a possibilidade de oferecer melhores condições de vida para seus povos.          Os Estados Unidos, outrora o maior produtor mundial e até hoje o maior consumidor, têm de importar entre 55% e 60% do suprimento de petróleo de que necessitam.
    Fim da a Guerra Fria, uma nova ordem mundial começa a tomar forma. A competição econômica, as lutas regionais e as rivalidades étnicas podem substituir a ideologia como foco do conflito internacional – e nacional –, instigadas pela proliferação da indústria de armamentos. Um novo tipo de ideologia – extremismo religioso e jihad – passaram para o primeiro plano. Com tudo isso, o petróleo continuará a ser o produto estratégico.
    Um terceiro tema da história do petróleo mostra como a nossa sociedade se tornou uma “Sociedade do Hidrocarboneto”. De início, o negócio do petróleo forneceu o “querosene” que propiciava estender o dia de trabalho. No final do século XIX, John D. Rockefeller tornou-se o homem mais rico dos Estados Unidos graças à venda do querosene. Por essa época, a gasolina era apenas um subproduto inútil antes do advento da indústria automobilística. Quando a invenção da lâmpada incandescente parecia indicar a obsolescência da indústria do petróleo, uma nova era se inaugurou com o desenvolvimento da máquina de combustão interna provida de energia pela gasolina.
No século XX, o petróleo, suplementado pelo gás natural, derrubou o rei carvão do trono que ocupava como fonte de energia para o mundo industrial. O petróleo constituiu a base do grande movimento de suburbanização do pós-guerra. Ele é o sangue vital das comunidades suburbanas. É, junto com o gás natural, o componente fundamental da fertilização, da qual depende a agricultura; possibilita o transporte de alimentos para as megacidades do mundo, totalmente não autossuficientes. Também fornece os plásticos e os elementos químicos, que são os tijolos e a argamassa da civilização contemporânea.
    No século XXI, crescer dependendo do petróleo deixou de ser considerado uma vantagem. Com o crescimento do movimento ecológico, os princípios básicos da sociedade industrial, suportada pela indústria do petróleo, estão sendo contestados. Aumentam os esforços para reduzir a queima de todos os combustíveis fósseis – o petróleo, o carvão e o gás natural –, devido às suas consequências:

1-  neblina enfumaçada e a poluição do ar;
2-  chuva ácida e a destruição da camada de ozônio;
3-  O espectro da mudança climática.

    O petróleo agora é acusado de alimentar a deterioração do meio ambiente e a indústria petrolífera é acusada de ser uma ameaça para a geração presente e as futuras. Isso tornou obrigatória a implementação de inovações tecnológicas que minimizem os desafios ambientais.
      No entanto, o “Homem do Hidrocarboneto” demonstra ter pouca disposição de desistir do carro e do lar nos arredores da cidade. Qualquer ideia de redução do consumo de petróleo será influenciada pelo consumo da população de países subdesenvolvidos que almejam agora “o direito” aos benefícios decorrentes dos bens de consumo duráveis. Por exemplo, entre 1990 e 2008, a demanda por petróleo na Índia mais do que dobrou e na China mais que triplicou.